Julio- Diciembre 2016

El artículo 199 de la ley 1098 de 2006: ¿un desafío No superado por el sistema de control De constitucionalidad colombiano?

37

 

DOI: http://dx.doi.org/10.15425/redepub.37.2016.02

 

Resumen

En el presente escrito se analiza lo sucedido en el ámbito judicial colombiano en relación con una controvertida norma: el artículo 199 de la Ley 1098 de 2006, la cual es calificada como una muestra de populismo punitivo y de la expansión del derecho penal —en la medida en que imposibilita la aplicación de una justicia premial propia de un sistema penal de tendencia acusatoria—, consecuencias no solo de las demandas de seguridad y satisfacción por parte de la sociedad, sino de la irracionalidad del legislador al proferir este tipo de normas y, lastimosamente, también de la incoherencia de los operadores judiciales, que son los llamados a sobreponer el derecho y la justicia por encima de tales intereses, especialmente a la hora de ejercer un control de constitucionalidad sobre los preceptos jurídicos.

 

Abstract


In this paper we analyze what happened in the Colombian judiciary system in connection with a controversial provision: Article 199 of Law 1098/2006, described as an example of punitive populism and as an expansion of criminal law –because it hinders the implementation of a reward justice, according with a criminal accusatory system–, which are a consequence not only because of the society demands of security and satisfaction, but also the utter irrationality of the legislature to such standards and, unfortunately, also because of the inconsistency of judicial operators who are called to overcome the law and justice above such interests, especially when it comes to exercising constitutional review over them.

 

Resumo

 

No presente artigo se analisa o que se sucedeu no âmbito judicial colombiano quando da aplicação de uma controvertida norma: o artigo 199 da Lei nº. 1098 de 2006, que – por impossibilitar a aplicação de uma justiça premial própria de um sistema penal de tendência acusatória – é qualificado como uma manifestação de populismo punitivo e de expansão do direito penal. Tal entrave, contudo, não é ocasionado, apenas, pelas demandas sociais por segurança e satisfação, mas também pela irracionalidade do legislador ao conceber esse tipo de norma, e, lastimavelmente, pela incoerência dos operadores judiciais, que – especialmente na hora de exercer o controle de constitucionalidade – são os chamados a sobrepor o direito e a justiça aos demais interesses.

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