Diciembre 2014

La participación de los pueblos étnicos en la negociación del fin del conflicto armado colombiano

33

 

http://dx.doi.org/10.15425/redepub.33.2014.20


Resumen


El proceso de paz iniciado entre el gobierno de Juan Manuel Santos y las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – Ejército del Pueblo (farc-ep), en noviembre de 2012, motivó este análisis sobre la participación que deben tener los pueblos étnicos de Colombia en la negociación y construcción de la paz, desde su propia visión. El conflicto armado interno ha generado graves afectaciones al interior de estos pueblos al vulnerar sus derechos colectivos e individuales, frente a los cuales es posible invocar la efectividad del mecanismo de participación y derecho fundamental de la Consulta Previa, mecanismo que ha sido reconocido como el más importante para combatir la exclusión de las comunidades. Con este propósito, en la primera parte se presenta la situación de los pueblos étnicos como víctimas diferenciadas en el marco del conflicto armado y el desplazamiento forzado, con soporte en pronunciamientos judiciales; en la segunda parte se expone el rol que estos deben ejercer ante las posibilidades de construcción de una paz con legitimidad; por esta vía, la tercera parte describe el derecho fundamental a la Consulta Previa en el derecho nacional e internacional; y en la última parte se observa la Consulta Previa en el marco del proceso de paz desde la óptica de los afectados. 


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The participation of ethnic people in Colombian peace process


Abstract


The peace talks initiated between the government of Juan Manuel Santos and the guerrilla FARC EP, in November of 2012, inspired us to question the role that ethnic peoples should have in the development of these talks, and in the later peace building process. The latter, given that the conflict itself has had deep consequences in the lives of ethnic peoples, undermining their collective and individual rights. Both, international and national law, have recognized their right to participate in any decision that could have any affect upon them, in order to combat the exclusion of these communities. For this purpose, the first part of this text,, tries to illustrate the situation of ethnic groups as differentiated victims in armed conflict, later on, we will question the roll that this groups should have in order to allow the construction of peace with legitimacy. Finally this paper will analyze the right of participation found in prior consultation, in both national and international law and the way this could possibly affect the construction of peace.

 

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A participação dos povos étnicos no processo de paz


Resumo

 

O processo de paz iniciado entre o governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército Popular (farc-ep), em novembro de 2012, motivou esta análise sobre a participação que devem ter os povos étnicos da Colômbia na negociação e construção da paz, desde sua própria visão. O conflito armado interno tem gerado graves afetações no interior destes povos ao vulnerar seus direitos coletivos e individuais, frente aos quais é possível invocar a efetividade do mecanismo de participação e direito fundamental da consulta prévia, mecanismo que tem sido reconhecido como o mais importante para combater a exclusão das comunidades. Com este propósito, na primeira parte é apresentada a situação dos povos étnicos como vítimas diferenciadas no marco do conflito armado e o deslocamento forçado, com suporte em pronunciamentos judiciais; na segunda parte é exposto o papel que estes devem exercer ante as possibilidades de construção de uma paz com legitimidade; por esta via, a terceira parte descreve o direito fundamental à consulta prévia no direito nacional e internacional; e na última parte é observada a consulta prévia no marco do processo de paz desde a ótica dos afetados.
 

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