Daño genético. Definición y doctrina a la luz del bioderecho

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DOI: http://dx.doi.org/10.15425/redepub.32.2014.02

 Resumen

La tecnología genética es de reciente eclosión en nuestra historia, y sus alcances y consecuencias no pueden ser previstos ni con certeza ni con evidencia científica. Sin embargo, la actual capacidad humana de hacerlo prácticamente todo por medio de la experimentación biocientífica genera una responsabilidad mayúscula en términos jurídicos: sentar bases legales suficientes y necesarias no solo para regular y legislar sobre estas materias, sino para identificar nuevas clases de perjuicios en el ámbito de la reparación; perjuicios, y he aquí lo urgente de la cuestión, que nunca antes han sido identificados por el derecho positivo, no por una insuficiencia de este, sino porque cuando el derecho pensó en delimitar y definir los alcances jurídicos del daño a la salud todas las posibilidades de daños y perjuicios abiertas por la tecnología genética aún no existían. El presente artículo define el daño genético como una nueva categoría de perjuicio integrada al rubro reparatorio inmaterial del daño a la salud, con miras a que sea considerado por el ordenamiento jurídico colombiano; ofrece una plataforma doctrinaria para su entendimiento; y especifica y explora sus relaciones epistemológicas y metodológicas con el bioderecho, cuya doctrina ha sido creada recientemente, en la Universidad de Georgetown, por uno de los autores de este trabajo.

 

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Genetic harm. Definition and doctrine in the light of biolaw

 

Abstract

 

Genetic technology is recent in human history and its scopes and consequences cannot be foreseen either with certainty or scientific evidence. However, current human ability to do practically everything through biomedical experimentation raises a huge responsibility in legal terms: to identify new kinds of harms in reparation (for instance, genetic harm), which were never recognized by traditional positive law since when this was conceived, genetic techniques did not exist. This paper defines genetic harm as a new category of harm integrated into the intangible reparative item of health harm (with the purpose of including it into the Colombian legal order), points out key doctrinarian elements for it to be understood, and explores its epistemological and methodological relationships to biolaw, whose doctrine has been recently created at Georgetown University by one of this paper's authors.

 

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Dano genético. Definição e doutrina à luz do biodireito

 

Resumo

 

A tecnologia genética é de recente eclosão em nossa história, e seus alcances e consequências não podem ser previstos nem com certeza nem com evidência científica. Porém, a atual capacidade humana de fazer praticamente tudo por meio da experimentação biocientífica gera uma responsabilidade maiúscula em termos jurídicos: sentar bases legais suficientes e necessárias não só para regular e legislar sobre estas matérias, senão para identificar novas classes de prejuízos no âmbito da reparação; prejuízos, e eis o urgente da questão, que nunca antes tinham sido identificados pele direito positivo, não por uma insuficiência deste, senão porque quando o direito pensou em delimitar e definir os alcances jurídicos do dano à saúde todas as possibilidades de danos e preconceitos abertos pela tecnologia genética ainda não existiam. O presente artigo define o dano genético como uma nova categoria de prejuízo integrada ao rubro reparatório imaterial do dano à saúde, com miras a que seja considerado pelo ordenamento jurídico colombiano; oferece uma plataforma doutrinária para seu entendimento; e especifica e explora suas relações epistemológicas e metodológicas com o biodireito, cuja doutrina tem sido criada recentemente, na Universidade de Georgetown, por um dos autores deste trabalho.

 

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Junio 2014